sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Jesus e o Dia do Professor

Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.
Apocalipse 1:3

-----Acho muito interessante observar o quanto a Bíblia contém mensagens educativas. Jesus Cristo foi o maior professor que o mundo já teve. Aristóteles ensinou muita coisa, Platão, quantos outros? Mas Jesus Cristo, esse era um professor que, acima de tudo, tocava o coração das pessoas e era tocado por elas.

Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
Mateus 7: 28-29

-----Quando Jesus deu a grande aula, que foi o Sermão da Montanha, relatado em Mateus 5, 6 e 7, uma multidão o assistia. Jesus era muito famoso, todas as pessoas o procuravam. Sempre que ele chegava a um lugar, as pessoas que viviam ali logo corriam para onde ele estivesse, convidando outros para estarem perto dele. Rapidamente, muitos O encontravam e, claro, esperavam receber algo dEle. Muitos procuravam a cura física, a cura para a alma e os ensinamentos. No Sermão da Montanha, Jesus passou horas e horas ensinando e a multidão era tão grande que, provavelmente, muitos permaneceram de pé. Mas não desistiam de estar com o Mestre, não se sentiam cansados na presença dEle.

-----As lições que Jesus dava, o amor com que ensinava, isso tudo é um grande exemplo, para mim. Lecionar é algo muito especial. Conduzir alguém, separando-o dos demais, isso é seduzir. Ser professor é ser um grande sedutor. Essa palavra recebeu um sentido pejorativo, é verdade. Infelizmente. Mas se pensarmos na sua etimologia, no significado verdadeiro, conduzir alguém, separando-o dos demais, podemos pensar mais claramente no quanto ser professor significa seduzir e no quanto Jesus Cristo seduziu as pessoas por onde passava.

-----Como comemoração ao Dia dos Professores, estou feliz em escrever esse pequeno texto que poderá ser publicado nos meus dois blogs. Isso é muito importante pra mim, pois falar sobre um tema secular incluindo o cristianismo é o que mais me agrada, como produtora de textos. Gostaria de conseguir fazer isso mais vezes.

-----Feliz da vida por ser uma professora e parabenizando os professores todos, nesta semana, que tem sido muito mais Semana da Criança do que Semana do Professor; nesta data que tem sido muito pouco explorada pela mídia (você já viu alguma propaganda, nesta época, em que a mensagem incentivasse os consumidores a adquirir presentes para os seus professores?), convido você a conhecer as características do Professor Modelo: Jesus Cristo. Temos estudado muito, na escola, na universidade, sobre os exemplos de grandes mestres e pensadores. Que tal dedicar um espaço ao Mestre Maior, Cristo?
Pense nisso!
Feliz Dia do Professor!
Com carinho cristão,
Késia Mota

domingo, 28 de junho de 2009

Lições da Parábola do Bom Samaritano


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A parábola do Bom Samaritano está em Lucas 10: 25 a 37. Abra a sua Bíblia e leia.

Quero lembrar que para estudar uma parábola, temos que considerar: o público alvo, que neste caso está descrito no verso 25 (o intérprete da lei); o contexto histórico, descrito nos versos 25 a 28; e que a verdade essencial pregada por Jesus é uma só, na parábola. Este texto visa compreender o tema central da parábola proferida pelo Mestre.

Durante o ministério terrestre de Jesus, os fariseus, líderes religiosos dos judeus, viviam procurando motivos pelos quais acusar e condenar o Salvador. Acusavam Jesus de desconsiderar a importância de observar a lei de Deus. Eles eram extremamente legalistas e esse legalismo os cegava contra o amor e os enchia de preconceito e exclusivismo.

“Passavam a vida numa série de cerimônias para se purificarem. O contato com a multidão ignorante e descuidada, ensinavam eles, ocasionava contaminação. E remover esta exigiria esforço enfadonho. Deveriam considerar os ‘imundos’ seu próximo?” O Desejado de Todas as Nações, p. 351

E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Lucas 10:25 a 29

Observe que essa pergunta, “quem é o meu próximo”, foi feita como uma justificativa. É como se o homem dissesse: ‘Ué, e eu já não tenho feito isso, amar o meu próximo? Ou você quer me dizer que eu deva considerar que outras pessoas, além dos judeus, sejam meus próximos?’ Entre os judeus, essa questão suscitava disputas intermináveis. Eles não tinham dúvidas de que os gentios (não judeus) e os samaritanos NÃO ERAM seus próximos. Gentios e samaritanos eram estrangeiros, eram não judeus, inimigos, portanto.

Para responder à pergunta, Jesus contou a bela parábola do bom samaritano. Na verdade, o livro O Desejado de Todas as Nações dá a entender que a história era verídica e de fato havia acontecido algum tempo atrás, envolvendo pessoas que ali estavam presentes [e eu acredito nisso], mas Jesus preferiu contar como uma parábola.

Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Lucas 10: 30 a 32

O viajante, provavelmente um judeu, fazia a viagem de Jerusalém para Jericó. Veja o mapa abaixo:

Procure as cidades de Jerusalém e de Jericó. Jericó ficava a 30 km de Jerusalém, mas você pode observar no mapa que Jerusalém ficava no planalto e Jericó ficava abaixo do nível do mar. Jerusalém ficava 800 metros acima do nível do mar e Jericó, 400 metros abaixo do nível do mar. Eram 1200 metros de descida, portanto, para um viajante que saía de Jerusalém e se dirigia a Jericó. Imagine um percurso de 30 km, a pé ou em um jumento, talvez, numa descida de 1200 m. Esse era o trajeto feito pelo homem. Aquela era uma estrada muito acidentada, cheia de despenhadeiros, curvas, passagens estreitas. Isso facilitava o ataque de bandidos, o que tornava a estrada muito perigosa e todos os que passavam por lá sabiam disso. Imagino que a maioria das pessoas somente se atreviam a fazer uma viagem assim se estivessem em grupo, por segurança. Se aquele homem estava viajando sozinho, possivelmente tinha extrema necessidade de fazer isso. Indefeso, foi assaltado por um bando de salteadores.

O relato diz que o homem ficou semimorto. Caído no chão, desacordado, sangrando, devia estar sem roupas também, pois os assaltantes devem ter aproveitado para levar todos os seus pertences, inclusive as roupas. Era como uma pessoa morta, portanto. Aparentava estar morto.

Continuando, o relato da parábola de Jesus diz que dois homens passaram no local: primeiro um sacerdote e depois um levita. Ambos passaram “de largo”, passaram longe, evitaram até mesmo passar por perto do homem caído, como morto, no chão. Por que aqueles homens não socorreram o pobre sofredor? Eles eram líderes religiosos, deveriam ter compaixão pelas pessoas e observar as leis de Deus. Eram tão legalistas! Por que deixaram de prestar socorro a um ser humano naquelas condições, desfalecido?

Você ficaria muito admirado se eu afirmasse que eles estavam observando a lei? É absurdo? Observe as passagens bíblicas abaixo:

Números 19:11: Aquele que tocar em algum morto, cadáver de algum homem, imundo será sete dias.

Levítico 21: 1 a 4: Depois disse o SENHOR a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão. E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará. Ele sendo principal entre o seu povo, não se contaminará, pois que se profanaria.

Não foi à toa que Jesus incluiu um sacerdote e um levita na história. Sempre que Jesus contava parábolas, o seu objetivo era ensinar uma lição importante às pessoas que o ouviam. Por isso eu sempre uso, no título, a expressão ‘lições da parábola tal’. Todas as parábolas de Jesus contêm lições de grande valor e de muita sabedoria. Os líderes religiosos, naquele tempo, estavam tão ligados à observância da lei formal, escrita, registrada, que deixavam de prestar atenção ao espírito de amor pregado por Deus, o Deus que escreveu a lei. Veja o que diz Miquéias 6: 8: Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus?

Jesus chamou a atenção para o que realmente é o objetivo da lei de Deus. As leis cerimoniais eram boas e foram estabelecidas por Deus. Ocorre que acima do cerimonialismo está o amor, como tudo em Deus, como está declarado em I Coríntios 13. Veja como ele continuou a parábola.

Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; e, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.

Lucas 10: 33 a 35

O samaritano atou as feridas do homem (na Nova Versão Internacional, enfaixou-lhe as feridas); aplicou vinho e óleo (remédio); colocou-o sobre o seu próprio animal; levou-o para a hospedaria; tratou dele; pagou ao hospedeiro; recomendou aos seus cuidados o homem; garantiu o pagamento de todas as despesas.

Os judeus não aceitavam os samaritanos como servos de Deus. Observe novamente o mapa acima. Veja a cidade de Samaria, mais ao norte de Jerusalém. Jerusalém era a capital de Judá (ou Judéia) e Samaria era a capital de Israel (reino do norte). No passado, os dois países tinham sido uma só nação, mas foi dividida. Os samaritanos foram chamados para servir ao Senhor (veja II Reis 17: 24 a 41), mas preferiram mesclar com o paganismo: “De maneira que temiam o Senhor e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados”. II Reis 17:33

Os judeus não consideravam os samaritanos como iguais. Os samaritanos, de fato, não estavam corretos no seu proceder, mesclando a adoração a Deus com a adoração aos deuses pagãos. Mas isso os tornava indignos de atos de misericórdia? Claro que não! Essa era a lição que Jesus estava tentando transmitir aos fariseus ali presentes – os sacerdotes e levitas.

No livro Parábolas de Jesus, Ellen White escreveu: “Tanto o sacerdote como o levita professavam piedade, mas o samaritano mostrou que era verdadeiramente convertido”. A tarefa de salvar o homem que havia sido assaltado e ficara como morto, no caminho, era difícil, mas o samaritano foi o único que aceitou realizá-la.

Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.

Lucas 10: 36 e 37.

Qual dos três era o próximo daquele homem sofredor? O sacerdote? O levita? O samaritano? Qual foi a resposta do intérprete da lei? O que usou de misericórdia para com ele. No livro O Desejado de Todas as Nações, a autora comenta que o doutor da lei não quis pronunciar o nome samaritano para fazer tal elogio. Jesus percebeu isso.

Quantas vezes nós, cristãos do século XXI, temos agido como o intérprete da lei, evitando reconhecer as virtudes daqueles que não consideramos como irmãos? Quantas vezes temos agido como o sacerdote, como o levita, agairrados a formalismos, a tradicionalismos, ignorando a lei do amor, de Deus? Nós somos iguais a eles quando colocamos o EU em primeiro lugar. Quando as tradições, as normas de igreja só interessam para satisfazer o ego. Quando as normas de cerimonialismo são mais importantes que a grande lei do amor de Deus. Quando não reconhecemos que todos os seres humanos, filhos de Deus, são o nosso próximo (o homem, a mulher, a criança, o idoso, o jovem, o magro, o gordo, o alto, o baixo, o bonito, o feio, o rico, o pobre...).

O meu próximo não tem que ser alguém igual a mim: da mesma religião, do mesmo grupo de amigos, da mesma cidade, da mesma nacionalidade etc. O meu próximo é toda e qualquer pessoa neste mundo.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28: 19 e 20. Esta é a grande comissão evangélica. Somos todos chamados a convidar todas as pessoas, todas mesmo, a conhecer o amor de Deus e o dom da Salvação em Cristo Jesus. No verso 37 de Lucas 10, encerrando a lição, Jesus faz o chamado, que se dirige igualmente a nós: Vai, e faze da mesma maneira. Devemos proceder como o Bom Samaritano, mostrar amor para com os necessitados. Assim, testemunharemos a observância aos mandamentos de Deus.

As pessoas envolvidas na parábola do Bom Samaritano foram: o homem assaltado, os salteadores, o sacerdote, o levita, o samaritano, o hospedeiro. Qual dessas queremos imitar? Qual dessas pessoas nós queremos ser?

O Bom Samaritano das nossas vidas é Cristo. Ele nos encontrou como mortos, caídos pela ação do pecado, porque fomos atacados por Satanás (os salteadores), mas ele nos cuida, nos salva e nos tira da condição de semimortos e garante o pagamento, com o seu sangue na cruz, conduzindo-nos ao Pai (o hospedeiro), dizendo: receba esta pessoa, aceite-a bem, pois eu garanto o pagamento de todas as despesas, eu pago o preço para que ela seja curada e transformada.

Deus abençoe a todos.

Abraços fraternos,

Késia Mota

Sugestão:

Leia o capítulo intitulado “O Bom Samaritano”, no livro O Desejado de Todas as Nações,

e o capítulo intitulado “A Verdadeira Riqueza”, no livro Parábolas de Jesus.

http://examinaisasescrituras.blogspot.com/

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O dom de profecia e a Igreja Remanescente


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Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17).
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-----O mundo vive uma luta entre o bem e o mal, desde que o pecado entrou aqui. A história da humanidade é repleta de relatos de disputa entre poderes, sempre havendo conseqüências boas e ruins para os vencedores e os derrotados. A literatura, o cinema, as artes seculares representam constantemente a dicotomia entre o bem e o mal, pois realmente o mundo vive, tanto nas experiências individuais como de forma globalizada, em conflito. As guerras constantes no Oriente Médio, por exemplo, nos fazem refletir sobre quem está certo, que nação é boa e qual é má. É natural que pensemos sobre isso em um cenário de mortes, destruição, bombas, lutas de interesses.
-----O verso áureo desta semana fala sobre uma peleja. O dragão foi pelejar contra a mulher e os restantes da sua descendência. Creio que a primeira tarefa no estudo desse tema seja compreender o significado de algumas expressões presentes no livro de Apocalipse, cheio de simbolismos. ‘Dragão’ e ‘mulher’ são as primeiras palavras cujo significado devemos conhecer. Lembrando que eu costumo usar a Bíblia Versão João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada e que buscamos a interpretação da Bíblia no próprio texto bíblico, temos:
-----DRAGÃO: veja Apocalipse 12:9: “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.”
-----MULHER: veja Efésios 5:23 a 25: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
-----Assim, fica fácil entender que o verso fala de uma peleja de Satanás contra a Igreja de Deus, isto é, o povo de Deus e a sua descendência, ou seja, as pessoas que seguem vivendo de acordo com a vontade de Deus, que O adora, O aceita como Seu Salvador, que O ama. No final do versículo, há uma informação importante, a respeito de quem seja a descendência da mulher: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17). Esta passagem bíblica demonstra que o povo de Deus é o povo que adora a Deus, observando os seus mandamentos e vivendo de acordo com o testemunho de Jesus.
-----Seguindo o princípio básico de interpretação do texto bíblico, vamos à própria Bíblia entender o que significa isso. Veja I João 2:4: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” Assim, se eu quiser afirmar que faço parte do povo de Deus, preciso guardar os mandamentos dEle, que estão descritos em Êxodo 20: 3 a 17. Ainda, Tiago 2: 10 e 11 esclarece: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei”. Então vamos agregando informações e descobrindo pela Bíblia qual é a descendência da mulher. Veja que o título da lição desta semana fala de uma igreja remanescente. Se a mulher é a igreja, os descendentes da mulher são a igreja remanescente. Então, a partir de agora, em vez de falar descendência da mulher, usarei a expressão igreja remanescente.
-----Além de guardar todos os mandamentos, a igreja remanescente tem o testemunho de Jesus. Vamos ao texto bíblico? Encontre Apocalipse 19:10, fine: “...Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.” Espírito de Profecia é o mesmo que Dom de Profecia. Temos visto nas semanas que passaram e adquiriremos mais informações sobre o que representa o dom de profecia, mas creio que já sabemos que um profeta é uma pessoa chamada por Deus especialmente para revelar ao povo a verdade da salvação. No texto bíblico, podemos encontrar diversas ocasiões em que os profetas do Deus verdadeiro disputaram com falsos profetas, como aconteceu com Elias e os profetas de Baal, no monte Carmelo. Orientado por Deus, Elias desafiou os falsos profetas e Deus demonstrou ao povo o Seu verdadeiro poder em contraste com a ausência de poder do falso deus, Baal. (Veja o relato em I Reis 18:20 a 40). Tenha em mente que nem todos os profetas que há no mundo representam a Deus. Como vimos na semana passada, há muita falsidade de profecia. O testemunho de Jesus é o verdadeiro dom profético, dado por Deus para orientar a Sua Igreja a fazer a vontade do Senhor. Assim como Jesus veio ao mundo revelar Deus, Ele dá ao mundo inspiração para conhecer a Palavra de Deus e isso é feito através da instrumentalidade humana, os profetas. Entendemos, portanto, que a igreja remanescente tem um profeta que dá orientações sobre a verdade do Senhor. Sempre foi assim e continua sendo hoje.
-----Bem, agora que entendemos o que significa o verso 17 de Apocalipse 12, vamos ver porque o dragão ficou irado. O que o perturbou tanto? Vamos à leitura do capítulo 12 na íntegra, começando pelo verso primeiro. Vá à sua Bíblia.
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Apocalipse 12 introduz de forma simbólica o grande conflito entre Cristo e Satanás e descreve seu progresso desde o tempo de Cristo até o tempo do fim. No verso 1, João vê um sinal deslumbrante – uma mulher grávida, “vestida do sol com a lua debaixo dos pés”, e usando uma coroa de doze estrelas. Ele chama esse aparecimento de um “grande sinal”, indicando que a mulher é mais que uma simples mulher. Ela é o símbolo da igreja, ou do povo fiel de Deus (veja Is 54:5, 6; 2Co 11:2). A aparência deslumbrante da mulher a liga a Jesus, o Sol da Justiça (Ml 4:2; Ap 1:16). (Lição de Adultos – professor, pág. 44)
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-----Os versos 7 a 9 de Apocalipse 12 mostram: “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”. Eis o motivo pelo qual Satanás ficou irado e foi atacar a mulher, que é o povo de Deus. Quando só havia Adão e Eva no jardim do Éden, todos os humanos eram o povo de Deus. Satanás, como uma serpente, os enganou e colocou o pecado no mundo. A partir de então, o dragão importunou a raça humana e principalmente irou-se contra as pessoas que, em meio a tantas dificuldades, tentações e provas, persistem servindo a Deus, observando os Seus mandamentos e seguindo o ensinamento dado através dos profetas.
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Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente. Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar. (Apoc. 12: 13 a 18)
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-----É muito confortador saber que mesmo nos momentos mais difíceis, de grande perseguição, Deus deu ao Seu povo segurança. Mesmo nas mais terríveis tribulações na Idade Média – o período representado na Bíblia por “um tempo, tempos e metade de um tempo”, que consiste em um ano, dois anos mais metade de um ano - Ele providenciou proteção. Sendo que um ano profético (como o ano comercial) tem 360 dias e um dia representa um ano, o período representa 1260 anos. Esse período, chamado hoje de Grande Tribulação, ocorreu de 538 a 1798 d.C, quando os cristãos eram duramente perseguidos, muitos foram mortos por declarar possuir uma Bíblia em casa, mas Deus providenciou maneiras de assegurar que haveria sempre um remanescente, para que a verdade da salvação fosse preservada e passada de geração para geração.
-----Depois de algum tempo, em 1844, Deus providenciou uma maneira especial de trazer o Seu povo ao caminho da verdade. Naquele período, a observância de um dos mandamentos de Deus, o quarto mandamento, estava no esquecimento. Por desconhecer as Escrituras na totalidade, os cristãos acreditavam que o dia do Senhor era o domingo, não mais o sábado. Deus providenciou uma maneira de trazer o Seu povo ao caminho da verdade. Veio o Grande Desapontamento, quando as pessoas acreditaram que Jesus voltaria, mas não voltou. Examinando as Escrituras, um grupo de persistentes e fervorosos cristãos começou a formar um corpo de doutrinas totalmente fundamentado na Palavra de Deus. Surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Entre o grupo pioneiro, estava uma jovem devotada a Deus e seu esposo. Esta mulher aceitou o chamado de ser uma profetiza e ser usada como um instrumento de Deus para dizer ao povo qual a Sua vontade.
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Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à igreja. Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência” (Nisto Cremos, ed. 1989, p. 290).

Um estudo da ideia de remanescente no Antigo Testamento revela algumas características interessantes. Talvez a mais importante seja que, ao longo de toda a Bíblia, os remanescentes eram os que viviam com maior luz que os outros. Noé teve luz sobre o Dilúvio que se aproximava. Abraão teve a luz sobre o Deus verdadeiro. A nação de Israel adorava o Senhor no santuário, enquanto seus vizinhos pagãos sacrificavam crianças em seus altares ou se curvavam diante de estátuas de gatos, bois e outros animais. Em resumo, a ideia de remanescente está mais ligada a uma revelação da verdade e do caráter de Deus que com a santidade daqueles que tinham esse conhecimento. Qual é a lição? Como mostra a lição de quinta-feira, fazer parte do remanescente significa ter grande luz, e saber que, com essa luz vêm importantes responsabilidades. Não significa automaticamente que você tem a salvação; nem significa que os que não fazem parte do remanescente estejam perdidos.
Lição de Adultos, professor, página 49
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-----Espero que você tenha gostado do estudo desta semana, como eu gostei. Também espero que você coloque sua vida nas mãos de Deus, para ser um instrumento dEle, como foram os profetas que Ele escolheu para que hoje tenhamos acesso a tantas mensagens de salvação, com amor.
Deus abençoe você
Com amor,
Késia Mota

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia



-----Olá, queridos. É uma alegria especial trazer ao blog um novo visual e mais um comentário à lição da Escola Sabatina. Estamos estudando um tema que me agrada muito. Espero que também seja agradável a você. Falar sobre dons é um privilégio. A existência de dons é um presente de Deus. Estudando o Seventh Day Adventist Bible Commentary, vi que a palavra inglesa que significa dons é gift. Olhando o dicionário para encontrar sinônimos em português, achei ‘dádiva’, ‘presente’, ‘regalo’, além de ‘talento’, ‘dom’. De fato, os dons espirituais são presentes especiais de Deus para o Seu povo. Lembre-se que quando Deus dá a você um presente, Ele tem um plano; assim, o presente de Deus representa uma responsabilidade, pois Ele tem um propósito para sua vida.
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VERSO PARA MEMORIZAR
Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. (1 Cor. 12:4-6)
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Deus dotou alguns de Seus servos de talentos especiais e ninguém está autorizado a rebaixar a excelência deles. Pessoa alguma, no entanto, deve se servir dos seus talentos para se exaltar.
(...)
Os dons de Deus são mais bem usados por aqueles que buscam com sincera diligência divulgar o grande plano do Senhor para salvar a humanidade, lembrando sempre que devem continuar como aprendizes enquanto ensinam.
Ellen White, Testemunhos para a Igreja, vol. 7, pág. 281.
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-----A primeira parte do título da lição desta semana é “Dons Espirituais”. Se os dons são espirituais, então são concedidos pelo Espírito Santo. Assim, é fácil concluir que dons espirituais são dons do Espírito. Lembre-se: dons são presentes. Você consegue comparar ‘presente’ com ‘fruto’ e em seguida pensar no que a Bíblia diz sobre fruto do Espírito? Veja Gálatas 5:22 e 23: “Mas o fruto do espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” Assim, antes de analisarmos os dons que Deus enviou para os membros da Sua igreja (Cristianismo), devemos ter em mente que os princípios a serem levados em conta são estes: deve haver amor, alegria, paz, longanimidade (firmeza de ânimo; coragem; resignação), benignidade (procedimento benévolo; clemência), bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Observe que o primeiro da lista é o amor. Não porque os demais não tenham importância, mas o amor está no topo da lista para que, de forma didática, saibamos valorizá-lo bem. Fazemos, assim, uma ligação com outro texto bíblico, I Coríntios 13:1 a 3, que contém a lição a respeito da predominância do dom do amor. Nenhum talento, por importante que seja, possui significado perante Deus se for exercido sem o sentimento do amor verdadeiro.
-----Os membros de uma igreja são comparados pela Bíblia com os membros do corpo humano, em I Coríntios 12: 14 a 31. Cada membro do corpo tem uma função específica e, se um membro faltar, o corpo inteiro sofre. É importante que cada um exerça o seu papel adequadamente para que haja saúde plena. Igualmente, Deus deseja conceder a cada pessoa, membro da Sua igreja, talentos especiais para que possa exercer funções específicas. Assim, o Espírito distribui a cada um de nós como Ele acha conveniente (1Co 12:11).
-----A partir desse conceito, podemos pensar em outro conceito, a respeito do propósito dos dons espirituais. A Bíblia declara que os dons espirituais são dados para “o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Efés. 4:12).
-----Quem são os santos? Levítico 20: 26 afirma: “Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.” Dá para entender que são santos todos aqueles que, justificados por Cristo, são considerados co-participantes da Sua natureza santa, assim como foram escolhidos, separados por Ele para formar o Seu povo na Terra. Deus concede dons a este povo, você e eu, inclusive, para que possamos realizar a obra necessária para a divulgação do Evangelho ao mundo.
-----O que é o corpo de Cristo? I Coríntios 12:27 e 28 declara: “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo. A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.” Então o corpo de Cristo é a igreja Cristã (o Seu povo, eu e você, inclusive).
-----Com efeito, os dons espirituais têm o propósito de aperfeiçoar o povo de Deus aqui na Terra, para que possamos trabalhar com eficácia na obra de levar o evangelho ao mundo, para que, então, Cristo venha nos redimir do pecado, definitivamente (ver Efésios 4:13: “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”).
-----É muito importante sabermos que a salvação (nossa e dos outros) constitui o motivo de termos talentos. Ter talentos é fundamental, se somos cristãos. Saiba que você tem pelo menos um talento (se é que você ainda não sabe disso), pois como povo de Deus, todos temos talentos, pois todos temos valor para Ele e somos úteis à Sua causa.
-----Ocorre que existem pessoas, infelizmente, que não compreendem a dimensão do valor do verdadeiro talento e confundem exaltação a Deus com exaltação própria. Isso é muito perigoso. Ainda, existem pessoas que não compreendem a responsabilidade que está por trás de cada talento e, por não buscarem preparo e conhecimento de Deus, utilizam mal o que foi recebido como presente. Sempre que Deus dá um presente, espera que o recebamos com gratidão e responsabilidade, a fim de usar as dádivas para o bem.
-----Assim como existem dons verdadeiros, existem também falsos dons. Faça uma analogia com o falsificador de dinheiro. Este não cria uma nota falsa de quinze reais, por exemplo, pois não existe uma nota verdadeira neste valor. Ele cria notas falsas de um, dois, cinco, dez, vinte, cinqüenta ou cem reais, para conseguir enganar as pessoas, fazendo-as cair no erro e serem prejudicadas. Satanás também falsifica os verdadeiros dons espirituais, com a finalidade de prejudicar os filhos de Deus e desviar cada um deles dos caminhos traçados pelo Senhor, para a nossa salvação. Ele não cria algo inexistente, ele deturpa o que é verdadeiro, com diferenças sutis, como a nota falsa, que tanto se parece com a verdadeira, mas não tem valor nenhum.
-----É muito importante para Satanás usar os falsos dons, pois é a maneira mais eficaz de desviar pessoas que desejam seguir os caminhos do Senhor. Veja a grave mensagem contida em Mateus 7: 22 e 23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” Parece aterrorizante, para mim. Veja que a Bíblia contém relatos de falsos profetas que realizaram feitos semelhantes aos realizados por servos de Deus. A lição de Adultos, na página 32, revela: “Pelo poder de Deus, Moisés e Arão, colocando-se diante do faraó, transformaram uma vara em uma serpente (Êx 7:10), o rio Nilo em sangue (v. 20) e fizeram com que as rãs saíssem do Nilo para cobrir a terra (Êx 8:6); mas, pelo poder de Satanás, os mágicos egípcios puderam fazer o mesmo. Porém, a partir da terceira praga em diante, os mágicos egípcios foram incapacitados por Deus para operar falsos milagres. Isso nos ensina duas coisas: (1) Satanás pode produzir milagres parecidos com os genuínos (2Co 11:14); (2) Satanás só pode operar dentro dos limites estabelecidos por Deus.”
-----É preciso conhecer a verdade a fundo, para que a falsidade não consiga nos enganar. Atos 16:16 a 18 contém um relato que, a primeira vista, pode parecer intrigante. Leia. Observe que a jovem vidente declarava a verdade: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação.” Mas Paulo a repreendeu e expulsou dela um espírito [mau]. Acontece que, na verdade, aquela era uma seguidora de deuses pagãos, considerada sacerdotiza de Píton, e tinha poderes de vaticínio, dado por Satanás, o que na crença daquele povo, era dado por deuses gregos. “Na mitologia grega, Píton era uma serpente ou dragão que se imaginava ter defendido o oráculo de Delfos, lugar em que os gregos antigos buscavam o conselho de seus deuses. Cria-se que o deus-sol, Apolo, havia assassinado Píton e, consequentemente, chamado de pitiano.” (Veja SDA Bible Commentary, v. 6, p. 330).
-----No curso de Letras, estou estudando alguma coisa sobre mitologia grega. Vi que Apolo era filho de Zeus e irmão de Ártemis (ou Diana) – aquela mesma cujos seguidores Paulo também enfrentou, em Éfeso (ver Atos 19:23 a 40). Os deuses gregos possuíam atributos diversos, muitas vezes. Apolo era o deus-sol porque, segundo a mitologia, era encarregado de carregar o sol para o céu, diariamente, para que houvesse a luz do dia. Ainda, ele era arqueiro, como sua irmã, Diana, e também era adivinho, entre outros atributos. Embora essas histórias sejam apenas literatura, as pessoas adoravam esses personagens como verdadeiros deuses de suas vidas. Paulo visitou esses povos para pregar o Deus verdadeiro, único e vivo, Cristo. Quando aquela jovem sacerdotiza de Píton (o deus da mitologia representado por uma serpente) o seguiu declarando que os homens que ali estavam eram servos do Deus Altíssimo, podemos colocar em minúsculas essa expressão, pois esse deus altíssimo a que ela se referia era Zeus, o pai de Apolo e deus supremo na mitologia grega e na crença pagã predominante ali.
-----Agora a atitude de Paulo deixou de parecer esquisita? Paulo era conhecedor da cultura local e reconheceu o erro com facilidade. Além disso, os trejeitos da moça que o seguia não eram adequados a uma filha do verdadeiro Deus Altíssimo, mas eram modos de uma pagã.
-----Existem diversas maneiras de reconhecer a falsidade. A ausência da genuína verdade é uma delas. Os modos inadequados da pessoa que transmite a mensagem é outra. Diga-me, sinceramente, pode um servo de Deus verdadeiro pregar a verdade e viver em expressa desobediência às Suas leis? Quero deixar claro que todos os filhos de Deus são passíveis de cometer erros, pecados. Mas estou falando de pessoas que se dizem servos de Deus e que fazem questão de desobedecer à Sua lei, não pensam em deixar a vida de desobediência e ainda criticam vorazmente o povo que busca seguir o caminho da obediência. Você consegue deduzir sobre o que eu estou falando, não é? Faça uma reflexão, então.
-----Tenho visto pessoas boas, cristãs de formação, darem atenção a pregadores que muitas vezes transmitem mensagens bem bonitinhas, sobre relacionamentos, sobre como tratar as pessoas, coisa e tal, muito boas mesmo. Mas nem toda a mensagem desses pregadores é dada de acordo com a Palavra de Deus, o Deus Altíssimo, Todo Poderoso, Único e Verdadeiro Deus. Algumas vezes, esses pregadores ensinam que a graça de Deus dispensa a observância do sábado, por exemplo. Algumas vezes, esses pregadores declaram, como eu já vi em rede nacional, que ler a Bíblia não é muito importante e conhecer as profecias é um luxo desnecessário. Como filhos e filhas de Deus, devemos ter muito cuidado e não podemos dar atenção a palavra alguma proferida por esses homens e essas mulheres que parecem dizer a verdade, mas não dizem. A verdade de Deus é uma só e o servo de Deus, ao fazer uso dos dons espirituais, nunca, nunca, nunca prega o erro, pois este levaria os seus ouvintes a serem desviados do caminho da salvação para a perdição.
-----Um dos enganos que mais tem desviado pessoas do caminho da verdade é da falsa profecia. Assistindo ao programa Lições da Bíblia, da Novo Tempo, ouvi uma afirmação interessante do apresentador, pr. Jonatan Conceição, de que apenas 3° das profecias de Nostradamus foram confirmadas. Mas esse falso profeta tem inúmeros adeptos ao redor do mundo. Incrível como as pessoas gostam de ser enganadas!
-----Depois de ouvir falar tantas vezes que Nostradamos não é um profeta de Deus, é fácil não segui-lo. Mas o que dizer daquelas pessoas que olham para você – isso já me aconteceu – e dizem que foram “iluminadas” pelo Espírito Santo, viram que você é uma pessoa muito boa – mesmo sem saber nada a seu respeito – e que Deus revelou o seu futuro – sempre um futuro brilhante! –, como lidar com isso? Cuidado! Cuidado! Cuidado! É isso.
-----Estou vendo que a lição está mesmo cheia de temas importantes. A respeito do dom profético, ainda teremos mais o que estudar nas semanas seguintes. Vamos ver alguma coisa agora sobre I Coríntios 14, o polêmico capítulo bíblico que trata do dom de línguas.
-----I Coríntios 13:1 declara: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine”. Intriga-nos aqui a distinção entre língua dos homens e língua dos anjos. Veja o que diz o Seventh Day Adventist Bible Commentary (SDABC), vol. 6, pág. 778:
  • -----Quanto à língua dos homens, Paulo possivelmente fez referência ao dom de oratória encontrado nos mais eloqüentes oradores, ou às diferentes línguas usadas pelas nações ao redor do mundo. Se o orador não tiver amor, uma das características básicas de Deus (“Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” I João 4:8), sua superior eloqüência ou sua facilidade no uso de línguas é sem valor no reino de Deus, como um ruído sem sentido, o dissonante bater de latas ou o toque desafinado de um instrumento musical.
  • -----A respeito da expressão ‘língua dos anjos’, por ela Paulo deve ter-se referido ou ao dom de línguas tão prezado pelos coríntios (I Cor. 14), ou à elevada língua dos anjos. No entanto, a espetacular manifestação de línguas ou qualquer habilidade de falar a língua dos anjos não confere honra alguma ao que recebe este dom e nenhum valor terá se não estiver ligado ao amor. O apóstolo ensinou aos coríntios sobre o uso correto do dom de línguas e os estimulou a ver com amor este valoroso dom natural.
-----Em Atos 2, encontramos o relato do Pentecostes, quando os apóstolos receberam o dom de falar em outras línguas, a fim de pregar Cristo a todos os judeus que estavam em Jerusalém, por ocasião da Festa dos Pães Asmos. Pessoas de diferentes nacionalidades e línguas puderam entender o que eles falavam: “partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos (...), tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios”. (Atos 2:9-11).
-----I Coríntios 14, por sua vez, relata o ensinamento de Paulo aos coríntios, que estavam usando inadequadamente o dom de línguas. A Bíblia se refere ao dom de línguas, como um dos dons espirituais, que será dado ao povo de Deus até o fim dos tempos. Paulo advertiu, nos versos 7 a 10: “É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara? Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha? Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar. Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido.” O uso do dom de línguas, como aconteceu em Atos 2, deve ser usado para a edificação, para auxiliar na divulgação da mensagem do Evangelho, como todos os outros dons, que foram dados para a edificação da igreja. Murmurar sons incompreensíveis não serve para a edificação da igreja.
-----De fato, Paulo afirmou, no verso 19: “Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.” Na propagação da mensagem do Evangelho, na pregação perante a igreja, devemos ser bem compreendidos, usar a língua local, adequadamente. Hoje em dia, há muitas pessoas que estudam línguas estrangeiras e conseguem se comunicar com os estrangeiros, a fim de falar com eles em suas línguas. Deus mandou repentinamente a capacidade de falar em língua estrangeira, aos apóstolos, pois havia necessidade emergencial e não havia escolas de línguas, com há hoje, com facilidade.
-----Certamente, Deus envia repentinamente capacidades quando há necessidade disso. Já ouviram falar de mães que realizam feitos incríveis para salvar a vida de algum filho? Aconteceu com a minha mãe, quando o meu irmão era pequeno; ele estava brincando na rua, que estava sendo asfaltada, e quase caiu no piche que estava sendo usado no serviço, quando a minha mãe pulou, para salvá-lo, de uma distância muito grande. As pessoas que estavam vendo disseram que ela praticamente voou, foi como um salto de atletas olímpicos. Igualmente, quando a mensagem do evangelho precisa ser proclamada, mas há ausência de pessoas preparadas, Deus providencia um meio de preparar as disponíveis, como achar conveniente.
-----Quanto ao dom de línguas, a idéia deve ser: o pregador precisa ser compreendido para que a mensagem possa entrar no coração das pessoas. Por isso deve haver ordem, e cada pregador deve falar individualmente, cada pessoa que faz a oração deve falar sozinha e a igreja, em silêncio reverente, participar concordando simplesmente com discretos “améns”, para que possa entender o que está sendo elevado a Deus.
-----Se eu for pregar em um lugar onde as pessoas compreendem um elevado vocabulário da língua portuguesa, posso utilizar palavras difíceis, eruditas. Mas se o público-alvo for iletrado, de restrito vocabulário, sou obrigada a me fazer compreender e utilizar palavras de fácil compreensão. É assim que funciona.
-----Deus quer muito conceder dons variados a você, pois quer fazer de você um importante instrumento na divulgação da mensagem da salvação. Ele quer abençoar você. Faça uso das suas capacidades para exaltar o nome de Deus.
Abraços fraternos a todos,
Késia Mota

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Meios de Comunicação do Céu



Alberto R. Timm, PhD
Reitor do SALT e Coordenador do Espírito de Profecia
Divisão Sul-Americana da IASD
Brasília, DF

O amor precisa sempre ser expresso e, por isso, quem ama se comunica com a pessoa amada. ­Deus criou os seres humanos como manifestação do Seu amor, portanto, Ele precisava Se comunicar com eles. Assim, tão logo nossos primeiros pais foram criados, foi isso que Ele passou a fazer. As primeiras palavras de ­Deus aos seres humanos, registradas na Bíblia, foram o imperativo: “Sede fe­cundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a...” (Gn 1:28). Seguiu-se a advertência de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:16, 17). Em realidade, Adão “andava e falava com ­Deus no Éden” (O Maior Dis­curso de Cristo, p. 27).

De acordo com Gênesis 3, a queda de nossos primeiros pais rompeu o convívio face a face entre o Criador e Suas criaturas, deixando após si profundas sequelas espirituais (v. 8 – “esconderam-se da presença do Senhor ­Deus”), psicológicas (v. 10 – “medo”), sociais (v. 12, 13 – a­cusações mútuas), físicas (v. 16, 19 – “sofrimentos”, “dores”, “suor do rosto” e morte) e ecológicas (v. 17, 18 – “maldita é a terra”). Isaías 59:2 acrescenta: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso ­Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça.”

A plenitude da glória do ­Deus santo e perfeito, que “é fogo consumidor” para o pecado (Hb 12:29), não mais poderia ser vista por seres pecaminosos (Jo 1:18; 1Tm 6:15, 16; 1Jo 4:12). Então, Ele passou a usar alguns meios que possibilitassem Sua comunicação com os seres humanos, sem que Sua glória os destruísse. Hebreus 1:1, 2 declara: “Havendo ­Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo.” Entre as “muitas maneiras” de ­Deus Se comunicar estão as formas gerais e especiais de revelação.

Revelações gerais

Deus Se revela de forma geral através da natureza e da história humana. A natureza evidencia o poder criador, mantenedor e restaurador de ­Deus. No Salmo 19:1 Davi declara: “Os céus proclamam a glória de ­Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos.” Isaías 40:26 acrescenta: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.”

Os mistérios da preservação do Universo e da perpetuação da vida revelam a poderosa atuação divina. No livro Caminho a Cristo, p. 85, ­Ellen G. ­White afirma: “Muitas são as maneiras pelas quais ­Deus pro­cura revelar-Se a nós e pôr-nos em comunhão com Ele. A natureza fala sem cessar aos nossos sentidos. O coração aberto é impressionado com o amor e a glória de ­Deus manifestados nas obras de Suas mãos. O ouvido atento ouve e compreende as comunicações de ­Deus pelos objetos da natureza. Os verdejantes campos, as árvores altaneiras, os botões e as flores, a nuvem que passa, a chuva, o rumorejante regato, as glórias do firmamento, tudo nos fala ao coração, convidando-nos a familiarizar-nos com Aquele que os criou a todos.”

Evidências do poder restaurador de ­Deus são encontradas no misterioso processo de renovação da natureza. O livro Educação, p. 27, esclarece: “Apesar de ma­culada pelo pecado, ela [a Natureza] fala não apenas da criação mas também da redenção. Posto que a Terra testifique da maldição, com sinais evidentes de decadência, é ainda rica e bela nos indícios de um poder que confere vida. As árvores lançam suas folhas apenas para se vestirem de folhagem mais vicejante; as flores morrem, para brotar com nova beleza; e em cada manifestação do poder criador existe a segurança de que podemos de novo ser criados em ‘justiça e santidade’ (Ef 4:24). Assim, as próprias coisas e operações da Natureza que tão vividamente nos trazem ao espírito nossa grande perda, tornam-se mensageiros da esperança.”

O mesmo poder restaurador também é manifesto na preservação dos seres humanos. Em A Ciência do Bom Viver, p. 112, 113, lemos: “Por intermédio de agentes naturais, ­Deus está operando dia a dia, hora a hora, momento a momento, para nos conservar com vida, construir e restaurar-nos. Quando qualquer parte do corpo sofre um dano, principia imediatamente um processo de ­cura; os agentes da natureza põem-se em operação para restaurar a saúde. Mas o poder que opera por intermédio seu é o poder de ­Deus. Todo poder comunicador de vida tem nEle sua origem. Quando alguém se restabelece de uma enfermidade, é ­Deus que o restaura.”

Por sua vez, a história humana é o palco das providenciais ações divinas. Daniel 4:32 afirma que “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer”. O livro Educação, p. 173, declara: “Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de ­Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a exe­cutar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade.”

Mas tanto a natureza quanto a história são revelações parciais e ambíguas, devido à atuação do mal que permeia a ambas. No mundo natural, encontramos lindas flores, mas também espinhos; algumas plantas medicinais, e outras venenosas; alguns animais dóceis, e outros predadores. Nos anais da história encontramos demonstrações de profundo altruísmo, da parte de pessoas que sacrificaram a própria vida em favor da humanidade; mas também inúmeras guerras sangrentas, e outras manifestações de inveja, ódio e crueldade.
Portanto, a natureza e a história só poderão ser compreendidas adequadamente quando inseridas na moldura filosófica do grande conflito cósmico entre as forças do bem e os poderes do mal (veja Gn 3; Ap 12), e interpretadas à luz da Palavra de ­Deus (veja Sl 119:105; 2Pe 1:19-21).

Revelações especiais

Deus Se revelou de forma especial aos seres humanos através de profetas, das Escrituras e da pessoa de ­Jesus Cristo. O profeta (hebraico nabi) é uma pessoa chamada e capacitada por ­Deus para receber mensagens divinas e depois transmiti-las ao povo. A respeito do processo de recepção da mensagem, ­Deus menciona em Números 12:6 que “se entre vós há profeta, Eu, o Senhor, em visão a ele, Me faço conhecer ou falo com ele em sonhos”. Já o profeta deveria transmitir fielmente a palavra de ­Deus, sem quaisquer acréscimos ou supressões (veja Ez 33:1-9; Ap 22:18, 19). Essa transmissão poderia ser oral (veja Êx 4:15, 16), escrita (veja Êx 17:14) ou mesmo dramatizada (veja Ez 4:1-5:4). Enquanto que os sacerdotes divinamente escolhidos eram sempre homens, os profetas podiam ser tanto homens quanto mulheres.

A mensagem profética é sempre revestida de plena autoridade divina. Em Lucas 10:16 encontramos a seguinte advertência de Cristo: “Quem vos der ouvidos ouve-Me a Mim; e quem vos rejeitar a Mim Me rejeita; quem, porém, Me rejeitar rejeita aquele que Me enviou.” Consequentemente, a aceitação ou rejeição das mensagens proféticas podem redundar em bênçãos ou maldições e castigos para o povo (veja Dt 28; 2Cr 36:15, 16). Cristo desaprovou a tendência humana de laurear retoricamente os profetas antigos, que condenavam o mau comportamento das gerações passadas, e de rejeitar na prática os profetas mais recentes, que desaprovam os maus atos dos próprios ouvintes (veja Mt 23:29-34). Mas uma bênção especial é reservada àqueles que aceitam a mensagem profética: “Crede no Senhor, vosso ­Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20).

Uma das formas mais importantes de revelação especial são, sem dúvida, as Escrituras Sagradas. Entre os escritos proféticos produzidos ao logo dos tempos sob inspiração do Espírito Santo, a providência divina assistiu o processo de formação e consolidação do cânon bíblico, composto pelos 66 livros aceitos pelos protestantes. Em harmonia com os protestantes, os adventistas do sétimo dia não aceitam como canônicos ou divinamente inspirados os sete livros apócrifos (Tobias, Judite, 1 Macabeus, 2 Macabeus, Baruque, Sabedoria, e Eclesiástico) e os acréscimos aos livros de Ester (10:4 a 11:1 ou a 16:24) e Daniel (3:24-90; capítulos 13 e 14) contidos nas Bíblias católicas. Esta posição deriva do fato de que tais escritos (1) não fazem parte do cânon hebraico do Antigo Testamento; (2) não foram citados por Cristo nem pelos apóstolos no Novo Testamento; e (3) apresentam ensinamentos contrários ao restante das Escrituras. Entre esses ensinamentos encontram-se, por exemplo, as falsas teorias da existência do purgatório (Sabedoria 3:1-9; contrastar com Sl 6:5; Ec 9:5, 10); das orações pelos mortos (2 Macabeus 12:42-46; contrastar com Is 38:18 e 19); de que anjos bons mentem (Tobias 5:10-14; contrastar com Mt 22:30; Jo 8:44); de que o fundo dos órgãos de um peixe, postos sobre brasas, espantam os demônios (Tobias 6:5-8; contrastar com Mc 9:17-29); de que as esmolas expiam o pecado (Tobias 12:8 e 9; Eclesiástico 3:30; contrastar com 1Pe 1:18, 19; 1Jo 1:7-9). – Alberto R. Timm “Livros apócrifos”, Sinais dos Tempos, dezembro de 1997, p. 28.

A Bíblia é a “norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas” (O Grande Conflito, p. 595). Ela é a Palavra de ­Deus em linguagem humana, e não apenas contém a palavra de ­Deus, como querem alguns. A “união do divino com o humano” existente na Bíblia é semelhante à que “existia na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e o Filho do homem” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 25). Mesmo havendo sido escrita na imperfeita linguagem humana, ela é a confiável mensagem de ­Deus para os seres humanos. Aqueles que usam supostos “erros factuais” para minar a confiabilidade das Escrituras deveriam tomar mais a sério o seguinte conselho inspirado: “Irmãos, apeguem-se à Bíblia, exatamente conforme ela declara, parem com suas críticas relativamente a sua validade, e obedeçam à Palavra, e nenhum de vocês se perderá” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 18).

Mas toda a revelação profética oral, dramatizada e escrita (incluída ou não nas Escrituras) atingiu seu clímax na pessoa de ­Jesus Cristo, que é a suprema revelação de ­Deus aos seres humanos. João 5:29 relata o seguinte testemunho do próprio Cristo: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim.” Hebreus 1:1, 2 declara: “Havendo ­Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo.” Cristo não apenas pregava a verdade; Ele era “a verdade” (Jo 14:6). Tão plenamente Cristo revelava o Pai, que pôde dizer: “Quem Me vê a Mim, vê o Pai” (Jo 14:9; veja também 12:45). Em realidade, “temos apenas uma fotografia perfeita de ­Deus, e esta é ­Jesus Cristo” (Comentários de Ellen G. ­White em Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 906).
Diante das várias formas de revelação divina, surge a indagação: Como podemos conhecer a vontade de ­Deus para a nossa própria vida, diante das diferentes opções que vão surgindo em nosso caminho?

Como conhecer a vontade de Deus

Muitos cristãos hoje buscam na expressão “porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2Co 3:6) um endosso para o seu profetismo místico. Desta forma, uma suposta voz do Espírito Santo falando à mente humana se transforma em substituo às Escrituras. É certo que a simples “letra” da Lei, sem o poder santificador do Espírito Santo, não passa de mero formalismo legalístico. Mas somos advertidos pelo próprio Cristo: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus.”

Ellen G. White, em Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 512, apresenta algumas orientações muito elucidativas de como descobrir a vontade de ­Deus para nossa vida. Ela diz: “Há três modos pelos quais o Senhor revela Sua vontade a nós, para guiar-nos e capacitar-nos a conduzir outros. Como poderemos diferenciar Sua voz daquela do estranho? Como podemos distingui-la da voz do falso pastor? ­Deus nos manifesta Sua vontade [1] através das Santas Escrituras. Sua voz revela-se também [2] em Suas providenciais atuações; e nós a distinguiremos, se dEle não nos afastarmos, andando em nossos próprios caminhos, agindo segundo nossa vontade, e seguindo os impulsos de um coração não santificado, até que a percepção se torne tão confusa que as coisas eternas deixem de ser discernidas, e a voz de Satanás seja tão distinta a ponto de ser aceita como se fosse a voz de Deus.

Outro modo pelo qual se ouve a voz do Senhor é [3] mediante os apelos de Seu Santo Espírito, produzindo no coração impressões que se desenvolverão no caráter. Se você está em dúvida quanto a qualquer ponto, consulte primeiro as Escrituras.”

Portanto, para descobrirmos a vontade de ­Deus para a nossa vida, devemos buscar em primeiro lugar as Escrituras. Poderemos buscar alguma luz adicional sobre o assunto também nos escritos de Ellen G. White. Uma vez encontrando a resposta para a nossa indagação, não mais devemos buscar outras formas de “revelação” que discordem da revelação escrita. Caso, porém, a revelação escrita não aborde o assunto, podemos, então, orar pedindo que ­Deus intervenha de alguma forma no processo, ou mesmo que o Seu Espírito impressione nossa mente na direção correta. Questões que não transgridem um mandamento ou princípio divino podem ser consideradas assunto de consciência. Nestes casos, ­Deus nos concede o direito de escolha. Que Deus nos ajude para que nossa consciência esteja sempre sintonizada com a vontade de Deus!

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2009/frlic112009.html

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Uma coluna da missão: O apóstolo Pedro – II



Prévia da semana (lição de Jovens): Pedro se tornou um importante líder da igreja. Ele permitiu que Jesus redirecionasse sua personalidade à missão da igreja, embora tivesse dificuldade para se desfazer de algumas opiniões longamente abrigadas.

Leitura adicional: Atos dos Apóstolos, cap. 14 (p. 131-142)

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“Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja,

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”

(Mateus 16:18).

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A lição começa com o desafiante verso bíblico acima, muito bem explicado no texto abaixo (anotei trechos selecionados que esclarecem adequadamente o tema):

A melhor forma de determinar o que foi que Cristo quis dizer com estas palavras difíceis de entender, é perguntar às Escrituras o que esta figura de linguagem significava para os ouvintes judeus, especialmente para aqueles que a ouviram diretamente de Jesus naquela ocasião. O depoimento dos escritos dos mesmos discípulos é evidentemente superior às idéias dos homens que depois desse tempo escreveram ou opinaram a respeito do suposto sentido das palavras de Jesus. Felizmente, alguns dos que foram testemunhas oculares nesta ocasião (II Pedro 1: 16; I João 1: 1-3) deixaram um registro claro e inequívoco.

(...) Pedro, a quem foram dirigidas estas palavras, recusa enfaticamente, mediante seus ensinos, que a rocha da qual falou Cristo se referia ao apóstolo mesmo (Atos 4: 8-12).

Mateus registra o fato de que Jesus empregou outra vez a mesma figura, em circunstâncias que indicam claramente que ele mesmo era a rocha (ver Mateus 21: 42). Desde tempos antigos, o povo hebreu tinha empregado a figura da rocha para referir-se especificamente a Deus (ver Deuteronômio 32: 4; Sal. 18: 2). O profeta Isaías se referiu a Cristo como "pedra provada, angular, preciosa" (ver Isaías 28: 16). Paulo afirma que Cristo era a Rocha que tinha acompanhado a seu povo pelo deserto na antigüidade (I Coríntios 10: 4; II Samuel 22: 32). Num sentido secundário, as verdades que Jesus falou são também uma rocha na qual os homens podem construir com toda segurança (ver Mateus 7: 24-25).

Jesus Cristo é "o rochedo de nossa salvação" (Salmos 95: 1).

(...)

A melhor evidência de que Cristo não designou a Pedro como a "rocha" sobre a qual teria de construir sua igreja, é quiçá o fato de que nenhum dos que ouviram a Cristo nesta ocasião – nem sequer Pedro – assim o entendeu, enquanto Jesus esteve com eles, nem depois. Se Cristo tivesse estabelecido a Pedro como principal entre os discípulos, estes não teriam disputado repetidas vezes o primeiro posto (ver Lucas 22: 24; Mateus 18: 1; Marcos 9: 33-35 etc).

(...)

Evidentemente pétros, uma pedra pequena, não poderia servir de fundamento para nenhum edifício. Jesus aqui afirma que unicamente uma pétra, ou "rocha", seria suficiente. O que Cristo disse aqui fica mais claro com suas palavras registradas em Mateus 7:24: "Qualquer, pois, que me ouve estas palavras, e as faz, lhe compararei a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha [Gr. pétra]". Qualquer edifício construído sobre Pedro, pétros, um débil e falível ser humano, tal como o apresenta claramente o relato evangélico, tem um fundamento muito pouco melhor do que as areias movediças (ver Mateus 7:26-27).

Seventh-day Adventist Bible Commentary (SDABC), volume 5, pp. 430-432.

Desde a semana passada, temos observado que Pedro, assim como outros discípulos de Jesus, teve a personalidade moldada nas mãos do Mestre. Ele sempre foi um homem forte e agia antes de pensar. Jesus viu nele, desde o princípio, um líder de grande valor. Era como um diamante bruto, a princípio, que Cristo, em Sua sabedoria, soube lapidar.

Tenho refletido, ao estudar sobre Pedro, em um tema presente na minha vida há algum tempo, a respeito do que representa a mansidão e o que define esse dom do Espírito Santo. Creio que já comentei aqui alguma coisa sobre isso, sobre o que faz de alguém uma pessoa mansa. Quer dizer, creio que comentei sobre algo que, penso eu, não torna uma pessoa mansa: a voz suave. Eu moro no nordeste, sou filha de paraibanos, de uma mulher paraibana. Para quem não conhece esta terra, as mulheres paraibanas costumam ser mulheres de personalidade muito forte. Então será que as mulheres paraibanas não sabem exercer a mansidão, por serem tão firmes e terem o tom de voz elevado? A história de Pedro é mais uma que traz para mim a noção de que mansidão não é sinônimo de tom de voz suave. Vou explicar.

Ao pensar no relato dos evangelhos a respeito de Pedro, fiz uma comparação entre o caráter e personalidade dele com o de Judas. Fiquei pensando comigo: era Pedro de voz elevada, um homem impetuoso, firme e decidido e imagino Judas como um homem frio, cujo tom de voz era sempre controlado e medido e a cada dia tenho mais certeza de que mansidão, consagração, amor a Deus, esses sentimentos não estão diretamente relacionados a voz mansa e delicada. Pedro, assim como João e Tiago, foram homens de voz “alterada”, homens agitados e muito fortes. Mas foram vistos por Cristo, que lê o coração, como homens de valor e capazes de liderar a Igreja Cristã, que estava para surgir e que necessitaria de líderes verdadeiramente consagrados a Deus depois da ascenção de Jesus.

Inspirada por Deus, Ellen White escreveu sobre Judas:

O Salvador não repelira Judas. Dera-lhe lugar entre os doze. Confiou-lhe a obra de evangelista. Dotou-o de poder para curar os doentes e expulsar os demônios. Mas Judas não chegou ao ponto de render-se inteiramente a Cristo. Não renunciou as suas ambições terrenas, nem a Seu amor ao dinheiro. Ao passo que aceitava a posição de ministro de Cristo, não se colocou no divino molde. Achava que podia reter seus próprios juízos e opiniões, e cultivou a disposição de criticar e acusar.

Judas era altamente considerado pelos discípulos, e exercia sobre eles grande influência. Tinha em elevada estima as próprias aptidões, e considerava seus irmãos como muito inferiores a si, no discernimento e na capacidade. O Desejado de Todas as Nações, pág. 717.

É uma alegria muito grande saber que Deus é capaz de conhecer as nossas intenções, os nossos corações. Nós, seres humanos, somos muito suscetíveis ao engano, à sedução das pessoas que, com suas maneiras delicadas, conseguem formar nossa opinião a respeito de algo que nem sempre é verdadeiro. Mas Deus sabe o que vai no nosso interior. Pedro foi conhecido por Deus desde o início e o que Cristo leu em seu coração foi uma enorme vontade de servir à causa do evangelho de corpo e alma, com verdadeiro amor e entrega.

Não foi à toa que ele se tornou um grande líder da igreja que se formava. Ele tinha na mente e no coração o verdadeiro desejo de servir ao Senhor e foi usado por Deus sendo, ao contrário de Judas, colocado no divino molde.

Depois de Cristo ascender aos Céus, a igreja cristã estava ainda se formando, mas os fiéis pioneiros eram muito fervorosos e necessitavam de líderes verdadeiramente consagrados a Deus. Pedro era um dos homens escolhidos pessoalmente por Cristo para esse fim e desempenhou esse papel de forma impressionante. Ele foi um exemplo de evangelista e ainda hoje podemos aplicar as suas lições para fazer a obra missionária prosperar.

Um dos primeiros atos desse grande missionário, está relatada em Atos 3:6-8. A cada ato, ele fazia questão de deixar bem claro que era um agente de Cristo, comissionado por Ele e que era em Seu nome que realizava a obra e até mesmo os milagres (ver Atos 3:6,12, 13; 4:10). Ele mesmo ensinou a todos nós, até hoje, que não é correto pensar nele como o fundamento da Igreja Cristã, pois este fundamento é unicamente Cristo.

De fato, o valor daquele homem era tão relevante, que desde o início as pessoas foram inclinadas a entender mal o seu papel, chegando ao ponto de adorá-lo (ver Atos 5:15; 10:25). Mas Pedro nunca se deixou levar por essa pressão, sempre deixando bem claro que não devia ser adorado, senão somente o Deus em nome de quem agia e a quem servia. Quando Cornélio se aproximou dele para o adorar, imediatamente advertiu: “Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10:26).

É muito importante refletirmos neste relato da experiência de Pedro, pois nós somos seres humanos falíveis e uma das tentações a que somos submetidos é a de desejar para nós mesmos a glória que pertence a Deus. Como pregadores, como evangelistas, como servos de Deus no uso de nossos talentos para divulgar as boas novas da salvação, muitas vezes somos elogiados e queridos de forma especial. Muitas vezes ouvimos coisas do tipo: “você prega muito bem”, “quando você for pregar de novo, me avisa para que eu possa vir assistir”, “a igreja está lotada porque o pessoal sabia que você viria pregar”, “vou a qualquer lugar se for para ouvir você pregar” etc. (Podemos trocar a palavra pregar por cantar, passar a lição, dirigir um programa JA etc).

Todas as vezes que esses elogios chegarem aos nossos ouvidos, devemos nos lembrar do que verdadeiramente nos deve motivar a pregar: levar a mensagem da salvação em Cristo Jesus. “Deus seja louvado!” – deve ser a nossa pronta resposta. “Obrigada pela maravilhosa mensagem!” – deve ser o nosso elogio.

É muito perigoso quando o agente missionário confunde o seu papel e recebe os elogios com sentimento de exaltação própria, pois quando isso acontece, vários sentimentos maus são inseridos na obra, como inveja, maledicência, fofocas, intrigas etc. Se todos os servos de Deus, por mais talentosos que sejam, estiverem conscientes de que são instrumentos divinos para levar Jesus ao mundo, humildemente aceitarão dividir os espaços com outras pessoas (quanto mais, melhor), sem sentimento de competitividade, que levam à ruína da obra.

Naqueles dias, grandes nomes, pessoas que andaram pessoalmente com Cristo, estavam juntos trabalhando numa causa especial. Nenhum sentimento de rivalidade ou desejo de exaltação própria seriam proveitosos. Deus os havia chamado pessoalmente e a sua missão era de muita relevância. Igualmente, Ele nos chamou e nós temos missão semelhante e de muito valor. Cabe a nós a tarefa de levar o evangelho nos últimos dias. Nosso dever é levar as pessoas a glorificar o nome de Jesus e se prepararem para a Sua volta.

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Na visão, viu Pedro "o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se no céu". Atos 10:11-16.

Esta visão tanto serviu para repreender a Pedro como para instruí-lo. Revelou-lhe o propósito divino –de que pela morte de Cristo os gentios deviam tornar-se co-herdeiros dos judeus nas bênçãos da salvação. Até então nenhum dos discípulos pregara o evangelho aos gentios. Em seu pensamento, o muro de separação posto abaixo pela morte de Cristo ainda existia, e seus trabalhos limitavam-se aos judeus, pois tinham considerado os gentios excluídos das bênçãos do evangelho. O Senhor buscava então ensinar a Pedro a extensão universal do plano divino. Atos dos Apóstolos, pág. 135

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A nós hoje parece um pouco estranho que os discípulos de Jesus, pessoas tão boas, tenham considerado os judeus superiores a todos os demais povos, com sentimento exclusivista. Mas naquele tempo, essa idéia não era assim tão absurda. Era resultado de um longo tempo em que os povos estrangeiros (os gentios) adotavam práticas de paganismo. Por um tempo, os judeus haviam adotado as mesmas práticas idólatras dos gentios, mas nos tempos de Neemias, o povo foi obrigado a se separar dos povos estrangeiros, para que a verdadeira adoração a Jeová fosse restabelecida adequadamente. Casamentos chegaram a ser desfeitos, sendo as mulheres gentias expulsas da Judéia, quando da reconstrução dos muros de Jerusalém (ver Neemias 13).

Lendo o livro O Desejado de Todas as Nações, achei no capítulo 2 o seguinte esclarecimento:

Mediante o cativeiro de Babilônia, os israelitas foram realmente curados do culto de imagens de escultura. Durante os séculos que se seguiram, sofreram opressão de seus inimigos gentios, até que se firmou neles a convicção de que sua prosperidade dependia da obediência prestada à lei de Deus. Mas com muitos deles a obediência não era motivada pelo amor. Tinham motivo egoísta. Prestavam a Deus um serviço exterior como meio de atingir a grandeza nacional. Não se tornaram a luz do mundo, mas excluíram-se do mundo a fim de fugir à tentação da idolatria. Nas instruções dadas a Moisés, Deus estabeleceu restrições à associação deles com os idólatras; estes ensinos, porém, haviam sido mal interpretados. Visavam preservá-los contra as práticas dos gentios. Mas foram usados para estabelecer uma parede de separação entre Israel e todas as outras nações. Os judeus consideravam Jerusalém como seu Céu, e tinham reais ciúmes de que Deus mostrasse misericórdia aos gentios. O Desejado de Todas as Nações, pág. 28.

Estabelecida a Igreja Cristã, nos tempos apostólicos a orientação divina aos evangelistas, líderes religiosos da igreja primitiva, estava sendo dada a Pedro através da visão do lençol com os animais imundos. Considerados imundos, os gentios deveriam receber as dádivas das boas novas da salvação, assim como qualquer judeu. O cristianismo surgia e Deus pretendia desde então que fosse uma religião sem fronteiras, destinada a toda a humanidade, seja judeu, seja samaritano, seja romano, fosse quem fosse.

De fato, o apóstolo Paulo ficou conhecido como o apóstolo dos gentios, e não Pedro, pois este vacilou um pouco em entender essa missão, de pregar o evangelho aos gentios. Em Atos 11: 1-18, ele explicou a visão de forma muito esclarecedora e de fato os judeus que o ouviram compreenderam a lição. Mas ele também nisso precisou ser amadurecido e Paulo chegou a criticá-lo por haver, em uma ocasião, disfarçado perante os sacerdotes a sua amizade com os gentios, sentindo-se envergonhado. Mas não resta a menor dúvida de que ele amadureceu nisso, assim como em todos os aspectos em que a princípio titubeou, mas foi verdadeiramente fortalecido na fé e conhecimento de Deus.

O trecho de quinta-feira da lição de Jovens é muito interessante. Quero que você leia:

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Tornando-se uma coluna

7. O que Pedro ainda não havia entendido, mesmo como missionário? Gl 2:11-14

Paulo ficou perturbado porque achou que Pedro estivesse agindo como hipócrita. Depois da visão de Pedro sobre os alimentos imundos e seu encontro com Cornélio, ele começou a se associar com os gentios. Mas agora, para desgosto de Paulo, depois de ter alcançado tanto em favor dos gentios, Pedro estava invertendo seu comportamento. Ele estava agora se curvando à pressão de cristãos judeus e sendo contrário a suas convicções. Ele se recusava a comer com os gentios, porque não queria ofender os cristãos judeus.

Como uma coluna da missão, Pedro defende a verdade e fala por Deus com coragem. O interesse controlador dos sacerdotes trouxe uma advertência imediata de que eles não iriam tolerar a pregação do apóstolo de que Cristo havia ressuscitado. Contudo, Pedro permaneceu obediente a um Poder mais elevado: “Mas Pedro e João responderam: Os senhores mesmos julguem diante de Deus: devemos obedecer aos senhores ou a Deus? Pois não podemos deixar de falar daquilo que temos visto e ouvido” (At 4:19, 20). Ameaçado novamente, Pedro respondeu de maneira semelhante: “Nós devemos obedecer a Deus e não às pessoas” (At 5:29).

Como Pedro havia se tornado uma coluna tão firme na obra de Deus? Eis aqui três possibilidades:

1. Pedro aprendeu que um dos aspectos mais importantes para ser cristão é o serviço aos outros. Esse é o princípio central na obra de Deus. O Salvador não apenas profetizou a fraqueza de Pedro na negação, mas sua influência na igreja durante o resto de sua vida, quando disse a Pedro: “Quando você tiver voltado para Mim, fortaleça seus irmãos” (Lc 22:32, New King James Version).

2. Pedro aprendeu que a verdadeira liderança também beneficia os que lideram. Ao estudarmos a obra dos apóstolos na igreja primitiva, descobrimos que, tanto quanto Jesus o fez, eles enfatizaram e viveram o amor. Para Pedro, o amor era muito mais do que uma saudação educada aos outros membros da igreja. Era o cultivo diário de compaixão, cortesia e empatia de uns para com os outros, em vez de retribuição do “mal com mal, nem ofensa com ofensa” (1Pe 3:9).

3. Pedro aprendeu que ser semelhante a Cristo tem um significado especial.Como um dos primeiros doze discípulos, Pedro testemunhou em primeira mão a força do Mestre no sofrimento. Dando o exemplo para nós, Jesus não censurou com ira Seus opressores. Quem quer que O siga deve exercer o mesmo domínio próprio quando for injustiçado (1Pe 2:21-23).

Não sendo um santo com auréola, do outro mundo, Pedro estava sempre no centro da ação – arriscando-se a cometer erros, sofrendo críticas e até perseguição. Mas ele havia aprendido com Jesus como reagir, e após a crucifixão testificou corajosamente durante um terço de século, imitando Jesus em Sua maneira de viver e de morrer. Seus discursos e cartas merecem ser repetidamente lidos, pois a maior mensagem de Pedro é uma vida de entrega e coragem.

Glenn Brian Ente | Olongapo, Filipinas

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Deus abençoe a todos vocês!

Como Pedro, permitamos que Deus nos molde à sua imagem, a fim de que sejamos grandes evangelistas da Igreja Remanescente, como ele foi da Igreja Primitiva.

Deus seja louvado!

Abraços fraternos,

Késia Mota

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Da loucura para a fé: O apóstolo Pedro – I

Olá queridos amigos. É com grande alegria que estou retomando a minha tarefa de comentar as lições da Escola Sabatina. Peço a vocês que orem por mim, para que nada me permita desanimar. Conto com a colaboração de todos vocês (comentem, por favor!!!! – hehehe).

O tema da lição de hoje é realmente muito especial. O personagem estudado é ninguém menos que o apóstolo Pedro. Ele, que os católicos entendem haver sido o primeiro Papa da história da Igreja Católica, na verdade foi nomeado Pedro pelo próprio Cristo, que o considerava forte como uma rocha, assim como forte como uma rocha era a verdade sobre a qual se fundaria a religião Cristã.

Eu fico realmente muito contente quando me deparo com um estudo bíblico como este que tivemos na lição desta semana, em que nos deparamos com algumas fraquezas dos grandes nomes da Bíblia, pois conseguimos compreender um pouco mais sobre a misericórdia de Deus pelos Seus filhos e na possibilidade de sermos transformados à Sua imagem.

De fato, o pecado muitas vezes nos leva a pensar que somos indignos de ser moldados por Deus, mas histórias como a de João, na semana passada, e a de Pedro, que estudamos nesta semana, são de grande importância para que saibamos o quanto podemos ser transformados e que isso é realmente possível. Cada um de nós tem sido visto por Cristo como uma preciosidade e um potencial instrumento para a obra missionária de que o mundo tanto precisa. Veja a bela declaração contida no livro O Desejado de Todas as Nações, pág. 668:

O Senhor fica decepcionado quando Seu povo se estima a si mesmo como de pouco valor. Deseja que Sua escolhida herança se avalie segundo o preço que Ele lhe deu. Deus a queria, do contrário não enviaria Seu Filho em tão dispendiosa missão de a redimir.”

É objetivo do estudo desta semana que compreendamos que podemos ter os nossos defeitos “domados” pela mão de Deus. Explico: Pedro, homem impetuoso, que falava sem pensar, às vezes era precipitado, não deixou de ser um homem de garra e coragem. Mas a sua vivacidade, com o passar do tempo, sendo discipulado pelo Mestre, tornou-se uma virtude para a obra do evangelho, na qual ele atuou com muito valor. Igualmente, nós podemos ter as nossas características, nossos traços de caráter “ajustados”, conforme a vontade de Deus.

A prévia da semana da lição de jovens declara: Jesus aproveitou o ativismo e as boas intenções de Pedro, e o fortaleceu na fé para que fosse uma coluna importante da primeira igreja cristã.”

Faça um exercício agora. Pense no seguinte: Pedro tinha os seus defeitos, ele era precipitado nas palavras, impetuoso. Jesus o utilizou na obra do evangelho e o que era impetuosidade, viu como vivacidade (palavras sinônimas, mas você percebe como o sentido pode ser entendido de forma diferente?). Então pense nos defeitos que você tem. Procure encontrar fatores positivos nesses traços do seu caráter e pense como Deus pode utilizar você na obra do evangelho, considerando os seus defeitos como virtudes.

Eu poderia terminar esse comentário aqui mesmo. Se você fez o exercício que eu acabei de sugerir e conseguiu perceber que o defeito pode ser transformado por Deus em virtude, o principal aspecto da lição desta semana ficou bem compreendido, a meu ver. Mas não quero deixar de comentar sobre outros aspectos, também relevantes. Vamos lá.

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Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Mateus 4: 18 a 20 (grifei)

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A reação de Pedro ao chamado de Jesus é uma lição e um exemplo para nós. Se quisermos tomar parte na obra missionária como agentes de valor, o mesmo convite Ele faz hoje e espera que o atendamos igualmente: imediatamente. Uma resposta imediata significa ação. Assim, logo que é convidado a atuar, o missionário em potencial levanta-se e começa a trabalhar. Se o alvo for uma pessoa de sua família, se é uma pessoa da sua vizinhança (ou muitas pessoas), se é um grupo de pessoas de um bairro distante, se de uma cidade vizinha ou distante, se o trabalho será feito através de estudos bíblicos, ou da saúde, pelo bom testemunho, pela música, enfim, seja qual for o trabalho, seja qual for o público-alvo, seja qual for a ocasião, imediatamente ao ser chamado a realizá-lo, é necessário agir, agir e agir, sabendo que o Grande Líder é de absoluta confiança e vai auxiliar poderosamente.

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Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje. Atos 2: 23 (grifei) – (palavras do apóstolo Paulo).

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O texto acima mostra que o apóstolo Paulo era um nobre entre os judeus, Romanos 11:1 fala que ele era da tribo de Benjamim, inclusive. O apóstolo Pedro, diferentemente, era um pescador, um homem simples, do povo. O enfoque que a lição nos passou foi que ambos representaram um importantíssimo papel como evangelistas de primeira linha. Isso deixa muito claro que todas as pessoas, simples ou sofisticadas, podem ser instrumentos de Deus.

Sabe? Durante muito tempo eu me preocupei com a questão das pessoas simples, pois achava que muitos não aceitariam que uma pessoa iletrada, por exemplo, poderia exercer uma função de relevância na obra do Senhor. Hoje, tenho estado preocupada com outro aspecto. Por incrível que pareça, muitas vezes as pessoas têm demonstrado um preconceito oposto. Pelo fato de Jesus haver escolhido homens de classes sociais humildes para atuar como seus apóstolos, comete-se muito o engano de que as pessoas eruditas não servem a esta causa. Por isso eu achei importante a lição haver mencionado o apóstolo Paulo em contraste com Pedro. Assim como Pedro, o pescador, foi um grande discípulo de Jesus, Paulo, o fariseu, também o foi. Ambos tiveram experiências maravilhosas na obra e igualmente nós, simples ou intelectuais, pobres ou ricos, de família comum ou de família tradicional, podemos ser instrumentos de valor nas mãos do Mestre. Basta que dediquemos o coração a isso, verdadeiramente.

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Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. Mateus 14: 22-32

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Pedro confiou em Jesus, olhou fixamente para Ele e conseguiu andar sobre as águas, no meio do mar da Galiléia. Veja o mapa, para ter noção do local do evento (a seta indica o mar da Galiléia):


No meio deste mar que você vê indicado pela seta, estava o barco e Pedro dentro dele. Ele teve muita coragem para se arriscar a andar sobre as águas, pois confiava no poder de Jesus. No entanto, sua confiança em um dado momento vacilou e ele começou a submergir. Assim que percebeu estar numa situação de perigo, lembrou-se de confiar novamente e o fez. Olhou para Jesus, pediu auxílio e foi socorrido.

Muitas vezes nós também passamos por situações semelhantes, em que a nossa confiança em Deus nos coloca em condições privilegiadas, mas em seguida somos forçados a não conseguir esquecer o quanto somos dependentes do auxílio e socorro divinos. Se mantivermos sempre na lembrança a nossa condição de dependentes do Senhor, iremos muito longe. Se Pedro não tivesse olhado para os amigos, se tivesse continuado com os olhos fixos no Mestre, não teria caído. Mas ele não deve ser criticado por haver caído naquela ocasião, pois ele estava aprendendo a lidar com a condição de verdadeiro discípulo e todas as coisas que aconteceram foram etapas deste aprendizado.

Igualmente, a fraqueza cometida no jardim do Getsêmani, ao lado de Tiago e João, quando dormiram no momento em que Jesus pediu que orassem (ver Marcos 14:29-31, 66-72), não deve ser vista por nós como falha de caráter, mas como atitudes de pessoas que ainda tinham muito que aprender. Todos os discípulos, que andaram com Jesus lado a lado, ouviram Sua voz diretamente aos ouvidos, viram o Seu rosto face a face estavam, antes de Sua morte na cruz, em um processo de aprendizado, que foi amadurecido no Calvário e selado quando da descida do Espírito Santo.

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Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. Mateus 16: 21 a 23

Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na bainha; não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu? João 18:10-11.

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No momento em que Jesus anunciou que seria morto, Pedro pensou que fazia boa coisa aconselhando o Seu Mestre a fugir do sofrimento. Quando o momento estava chegando, novamente enganado, pensou estar agindo corretamente ao tentar afastar os soldados pela violência. Nas duas ocasiões Jesus o repreendeu. Na primeira ocasião, Ele falou diretamente a Satanás, deixando claro que aquelas idéias, que Pedro julgava como boas idéias, eram na realidade parte do plano do inimigo, para O desviar de Sua missão de salvar o mundo.

Pedro era como um menino, que precisa ser educado para se tornar maduro, mas que ao amadurecer somente será um bom homem se tiver um bom coração. Ele tinha algumas falhas, causadas pela imaturidade, mas a sua disposição e sua vivacidade foram de altíssima importância na obra que levou avante e que amava profundamente, desde o momento em que foi chamado.

Um bonito trecho da lição de Adultos me chamou a atenção, na quinta-feira:

“São particularmente poderosas as palavras em 1 Pedro 1:18-21 e em 2:24, em que ele enfatiza a morte de Jesus para nossa redenção. O Pedro que no passado insistira em que Jesus nunca deveria ir para a cruz passou a ser o Pedro que proclamava a cruz como o meio de redenção, como o lugar em que Jesus, nosso substituto, tomou nossos pecados. Note, também, o teor de 1 Pedro 2:18-23, em que Pedro defende um tipo de pacifismo, oferecer a outra face, que não seria encontrado no Pedro dos Evangelhos. Verdadeiramente, a mudança foi notável. Isso deve nos dar a todos esperança, não importando onde estamos no desenvolvimento de nosso caráter pessoal.” (página 99)

Queridos, louvo a Deus por mais esse estudo de Sua Palavra, que nos fortalece em conhecimento de Deus e em comunhão. Espero que todos nós tenhamos a bênção de, como Pedro, ter a vida moldada conforme o caráter de Jesus Cristo e, fortalecidos em fé, sejamos fortes instrumentos para a proclamação das novas de salvação ao mundo inteiro.

Feliz Sábado a todos, com alegria.

Abraços fraternos,

Késia Mota